Mitos, fatos e o que realmente importa.
1. O que conta como “açúcar”?
Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), são considerados açúcares livres:
- Açúcar branco, mascavado, demerara, de coco, mel, xarope de agave, xarope de milho, etc.
- Açúcares naturalmente presentes em sumos de fruta, mel e xaropes.
- Açúcares adicionados em bolos, snacks, molhos, bebidas, cereais, etc.
Mesmo que o nome mude, no corpo todos são metabolizados como açúcar.
2. “Açúcar saudável” é um mito
- “De coco”, “orgânico”, “biológico” ou “natural” não significa sem impacto.
- As diferenças entre eles (minerais, cor, sabor) são mínimas do ponto de vista nutricional.
- Todos fornecem calorias e podem contribuir para excesso de peso, diabetes e cáries.
DGS: “O consumo excessivo de açúcares livres está associado a aumento do risco de doenças crónicas.”
Fonte: DGS — Redução do Consumo de Açúcar em Portugal (2020)
3. Quanto é “demais”?
Recomendações da OMS:
- Menos de 10% da energia total diária de açúcares livres.
- Idealmente, menos de 5% (cerca de 25 g por dia para um adulto).
Fonte: WHO – Sugars intake for adults and children (2015)
4. E o açúcar das frutas?
- A fruta inteira (não em sumo) é diferente — tem fibra, vitaminas e saciedade.
- Adoçar com fruta é uma boa alternativa, mas continua a haver açúcar.
- É uma opção mais equilibrada, não uma licença para comer à vontade.
5. Como aplico isto nos meus produtos
“Alguns dos meus bolos e snacks são adoçados apenas com fruta; outros têm açúcar – mas sempre com moderação.”
Objetivo: prazer com consciência – podes comer, mas sabendo exatamente o que estás a consumir, pois, açúcar é sempre açúcar.
Fontes oficiais
- Direção-Geral da Saúde (2020). Redução do Consumo de Açúcar em Portugal: Evidência que Justifica Ação. alimentacaosaudavel.dgs.pt
- Direção-Geral da Saúde (2022). Reformulação de Produtos Alimentares em Portugal.
- World Health Organization (2015). Guideline: Sugars intake for adults and children. who.int

